A deficiência visual ou cegueira no Brasil é expressiva, estimando-se que 1,2 milhões de brasileiros são cegos, de acordo com estatísticas da OMS e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, e 3,6% dos brasileiros sofrem com deficiência visual, principalmente acima dos 60 anos de idade, segundo pesquisas do IBGE (2010).
           O impacto que isso causa na sociedade é significativo, uma vez que o Vision Impact Institute (uma organização sem fins lucrativos que visa apontar estatísticas sobre visão e como elas impactam a sociedade, de cunho mundial) traz diversas estatísticas impressionantes como um estudo que mostrou que os motoristas indianos com resultados péssimos de teste de visão causam 81% das colisões nas estradas, e outro mostrando que, no Reino Unido, os idosos com problemas de visão tem 2x mais chances de sofrer quedas do que os de visão normais, e isso custa 128 milhões de euros ao Estado anualmente.
           Outro estudo com crianças no Brasil mostrou que a reprovação num nível escolar é 3x maior para estudantes com alguma deficiência visual em relação às crianças que tem visão considerada normal.
           Todos esses estudos e estatísticas apontam um problema, e por conta disso a OMS lançou em 1999 o projeto Vision 2020, cujo objetivo seria acabar com as principais causas de cegueira que possa ser tratada e prevenida até o ano de 2020, cedendo auxílio na parte científica, tecnológica e com especialistas para que cada país execute as operações fundamentais interiormente.

           Esses dados mostram como é importante o cuidado com a saúde ocular e a atenção maior que deve ser dada ao assunto.

Tipos de deficiências visuais/cegueiras:

           Em termos médicos, a “cegueira” só é empregada quando há limitações visuais irreversíveis mesmo com tratamento adequado, enquanto a “visão baixa“, como é empregado, refere-se ao momento em que há limitação que pode ser revertida com tratamento adequeado.

           As limitações visuais podem separadas por reversíveis ou não também nas suas causas mais comum:

Reversíveis:

  • Descolamento de retina (reversível somente quando o tratamento é realizado logo após a descoberta)
  • Opacidade da Córnea
  • Tracoma
  • Catarata
  • Enxaqueca

Irreversíveis:

  • DMRI (comum em pessoas com mais de 50 anos)
  • Retinopatia diabética avançada
  • Glaucoma avançado
  • Neurite Óptica
  • Ambliopia
  • Deficiência de Vitamina A

Além de estar atendo aos tipos de visão mais comuns, também é importante prestar atenção aos fatores de risco:

  • Idade (acima dos 50 anos começam as doenças mais graves e irreversíveis, porém acima dos 40 já deve-se investir mais do que o usual na saúde dos olhos, com visitas mais frequentes ao oftalmologista)
  • Pessoas com graus altos de miopia (o recomendado para qualquer grau de miopia é visitar o oftalmo anualmente, mas para casos mais graves deve-se respeitar as orientações do médico)
  • Nascimento prematuro (todo cuidado é pouco nesse tipo de paciente, e a saúde ocular deve obter toda a atenção necessária)
  • Trauma (A sensibilidade de toda a formação do olho é existente, devendo-se tomar muito cuidado com o manuseio de lentes de contato, por exemplo, que são uma das causas de trauma)
  • Cirurgias oculares ou neurológicas
  • Diabéticos
  • Trabalhadores que utilizam produtos químicos que podem causar irritação e, em casos mais graves, a perda de visão.

No caso de acidente ocular por trabalhadores que utilizam produtos químicos, indica-se ir imediatamente ao pronto socorro caso sinta ardência, sensibilidade à luz, vermelhidão, visão embaçada, sensação de corpo estranho e tremor nas pálpebras, e lavar a região com água corrente ou soro fisiológico logo após o contato com o produto. Não se deve esfregar ou pressionar o local, e se indica também o uso de gaze para ferimentos maiores.

Prevenções

  • São necessárias consultas com o oftalmologista periodicamente para prevenção do aparecimento de doenças e controle de algumas comuns como miopia e astigmatismo. (Somente o médico, seja oftalmo ou clínico geral, poderá informar o melhor tratamento e cuidar do seu olho com especialidade.)
  • Procurar não esfregar a região, sendo que esta é sensível. (Atenção aos usuários de lentes de contato, principalmente, com a higiene das mãos ao colocar e tirar as lentes, e ao mexer nos utencílios relacionados)
  • Utilizar óculos de grau recomentados pelo médico especialista, ou de sol, quando necessário. (Lembrando que o olho é uma parte sensível e pode sofrer com os danos dos raios solares, especialmente em dias ensolarados. O não uso de óculos de grau quando em condição necessária pode aumentar o grau, dar dores fortes de cabeça e outras complicações)

Outras medidas de saúde geral também são importantes, uma vez que sempre auxiliam em questão de qualquer problema relacionado, seja ocular ou não. Dentre elas estão dormir 8h descansadas e ter uma alimentação saudável. São questões de conscientização, uma vez que, se implementadas, a chance de gerar qualquer problema de saúde é diminuída consideravelmente.

Yamile Baptista

Yamile Baptista

Marketing

Estudante de Comunicação Social com Hab. em Publicidade e Propaganda. Trabalha na Segura Medicina Ocupacional, empresa de medicina do trabalho que acredita que o conhecimento e a conscientização em saúde traz benefícios.